logo
Director
Leonel Martins

 

busca por notícias
Dados Geográficos História Cultura Danças Música Gastronomia Cinema Turismo Economia

Cinema

Os aspectos mais relevantes realizados no domínio do cinema desde a proclamação da independência os últimos 16 anos podem resumir-se na criação do Instituto Angolano de Cinema (IAC), a 3 de Março de 1977, no quadro do então Conselho Nacional de Cultura, tendo no entanto iniciado o seu real funcionamento apenas em Novembro de 1978, após a nomeação do seu primeiro director, Luandino Vieira. A criação e início do funcionamento do (LNC) (Laboratório Nacional de Cinema), empresa responsável pela produção e processamento laboratorial do cinema angolano deu-se a 1 de Fevereiro de 1978, a partir do confisco e nacionalização das estruturas produtoras de cinema existentes até então: a Cinangola, (mais tarde Promocine e a Telecine).

O cinema angolano pós-independência conheceu o seu arranque a partir do núcleo de cinema da TPA (Televisão Publica de Angola) nos anos 1975/76, tendo dado um passo em frente em termos quantitativos nos anos 1977/78 a partir da criação do LNC.

A afirmação do cinema angolano produz-se entre 1979 e 1981, triênio em que se produziram os filmes de maior qualidade, como por exemplo, "Pamberi ni Zimbabwe", de Carlos Henriques e do moçambicano João Costa; "No caminho das estrelas", de António Olé e, sobretudo a série "Presente Angolano - Tempo Mumuíla" de Rui Duarte. É igualmente - deste período um dos filmes mais importantes deste cineasta: "Balanço do Tempo na Cena de Angola".

Este foi também o período de maior reconhecimento internacional do cinema de Angola, através da participação de diversos filmes angolanos em Festivais Internacionais.

Em Agosto de 1981 a Cinemateca Nacional que já existia como um sector do IAC ganha autonomia estrutural filiando-se um ano mais tarde na Federação Internacional de Arquivos de Filmes (FIAF).

A partir de 1982 assiste-se a um recuo na produção cinematográfica havendo, no entanto a realçar as produções "Conceição Tchiambula, Um dia, Uma vida", de António Olé, "Nelisita", de Rui Duarte e "Memória de Um Dia", de Orlando Fortunato, para citar apenas os mais importantes. Curiosamente os dois últimos, situam-se entre os filmes angolanos mais premiados internacionalmente.

A partir de 1990 e no quadro da política de alianças definida pelo governo, inicia-se a passagem da área de exibição de cinema para a atividade privada, através do estabelecimento de contratos de exploração dos cinemas sob controlo da EDECINE (Empresa Distribuidora e Exibidora de Cinema).

Com a fusão dos Ministérios da Educação e da Cultura de que resultou o Ministério da Educação e Cultura, uma nova estrutura orgânica foi adotada tendo a área do cinema sido incorporada no Instituto das Indústrias Culturais.
Na capital de Angola, existem apenas, em pleno funcionamento, duas salas de exibição de filmes, o que mostra certo retrocesso, uma vez que Angola, desde a sua independência, a 11 de Novembro de 1975, tinha o número elevado de salas de cinema num total de 51 salas de exibição, sendo 7 em Benguela, 2 na Huíla, 3 três no Huambo, 2 em Cabinda, 3 no Namibe, 3 no Uíge, 2 em Malanje, 2 no Bié, 3 no Kwanza –Norte, 3 no Kwanza-Sul , 1 para as províncias da Lunda –Sul, , Lunda – Norte, Kuando Kubango, Moxico e Zaire. A província do Bengo, na altura, não possuía qualquer cine, como consta nos dados do Instituto do Cinema Áudio Visual e Multimídia (IACAM).

A província de Luanda foi a que teve maior numero de sala de cinema, nomeadamente com os cine São João, Karl Marx (ex Avis), Miramar, Kilumba, N´gola, Nacional, Primeiro de Maio, São Paulo, África, Popular Tropical, Corimba (ex Tivoli), Restauração, Estúdio, (os dois, hoje Palácio dos Congressos), Cazenga (ex Liz), Loanda, Colônia e os Alfa 1 e 2 são , entre outros , aqueles com os quais a capital do país contava, mas dada a sua degradação por motivos de vária ordem e a invasão das novas tecnologias como “vídeo Cassete, DVD, nos domicílios os levaram a falência.

Fontes:
1. http://www.angolapress-angop.ao/
2. http://www.jornaldeangola.com/
3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_em_Angola - Acessado aos 21 de Março de 2007 às 11h12.

© Copyright 2007, Folha de Angola - Proibida a repodução total ou parcial sem autorização - Emails e Telefones - Desenvolvido pela Íparos Design Studio