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Angola é um país onde existe uma variedade de hábitos e costumes culturas oriundo de povos de varias etnias, desde as danças, a musica, a língua, gastronomia, vestimentas etc.
A esmagadora maioria dos angolanos -- perto de 90% -- é de origem bantu. O principal grupo étnico bantu é o dos ovimbundos que se concentra no centro-sul de Angola e se expressa tradicionalmente em umbundo, a língua nacional com maior número de falantes em Angola.
Por seu lado, os ambundos, falando kimbundu, a segunda língua nacional com mais falantes, estabelecem-se maioritariamente na zona centro-norte, no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza-Sul. O Kimbundo é uma língua com grande relevância, por ser a língua tradicional da capital e do antigo reino dos N'gola. Legou muitas palavras à lingua portuguesa e importou desta, também, muitos vocábulos.
No norte (Uíge e Zaire) concentram-se os bacongos de língua kikongo que tem diversos dialectos. Era a língua do antigo Reino do Congo. Ainda nesta região, na província de Cabinda, fala-se o fiote.
Os kiocos ocupam o leste, desde a Lunda Norte ao Moxico, e expressam-se tradicionalmente em tchokwe, língua que se tem vindo a sobrepor a outras da zona leste do país.
Kwanyama ou oxikwnyama, nhaneca (ou nyaneca) e mbunda são outras línguas de origem bantu faladas em Angola.
O sul de Angola é também habitado por bosquímanos, povos não bantus que falam línguas do grupo khoisan.
De referir, ainda, a existência de um número considerável de falantes das línguas francesa e lingala, explicada pelas migrações relacionadas com o período da luta de libertação e pelas afinidades com as vizinhas República do Congo e República Democrática do Congo.
Embora as línguas nacionais sejam as línguas maternas da maioria da população, o português é a primeira língua de 30% da população angolana - proporção que se apresenta muito superior na capital do país, enquanto 60% dos angolanos afirmam usá-la como primeira ou segunda língua.
Fonte:
HYPERLINK http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_de_Angola – acessado no dia 30 de Abril de 2007 às 12h01.
Em Angola, desde os primórdios, o carnaval é festejado há mais de um século. Foi introduzido no nosso país pelos Portugueses e desde o limiar do ano de 1900, os Ndembu (Ambundo) manifestavam-se com danças e mascaras que correspondiam já ao carnaval.
O carnaval teve sempre maior pujança em Luanda, sobretudo, no seio dos ilhéus e isso em parte deveu-se aos Nzau e Nzeto, (Cabindas e Solongos) quer transportaram para os axiluandas, a dança Muala de acção rítmica Semba, exibida em momentos recreação. De Luanda, a apartir dos musseques Kamama, Kapari e Mulenvo, saiu a dança de recreação espírita, denominada Kimuala que em dias de óbito, os daquelas zonas desciam até á zona litoral para junto dos axiluandas exibirem-se em gesto de solidariedade fraterna.
As outras Províncias aonde se fazia sentir o carnaval são as do litoral, nomeadamente, em Cabinda, Zaire (Soyo), Bengo (Ambriz), Kwanza-Sul (Porto Amboim), Benguela (Lobito), Namibe, Malanje, Kwanza-Norte (Dondo e Ambaca).
Com o início da luta armada de libertação nacional, em Fevereiro de 1961, as autoridades portuguesas não autorizavam o desfile livre do carnaval em Angola. Os poucos grupos carnavalescos e turmas que se atreviam a desfilar eram espancados pela polícia.
O mesmo sucedeu em 1962. Num desses anos, criou-se o grupo carnavalesco “escola do semba” constituído maioritariamente por músicos, filhos de músicos e descendentes de foliões da Cidrália e dos invejados. Tinham como líder José Oliveira Fontes Pereira, que criou as canções, ensaiou os grupos vários meses para desfilar no carnaval seguinte. No entanto, o Grupo somente podia desfilar desde a sua sede, junto á igreja de S. Paulo até à Anangola, no início do Bairro Operário, junto do Bairro do Cruzeiro, onde a policia puxou puretes e castigou todos os bailarinos que não puderam fugir, sob ameaça de fogo.
A meio da década de 60, o centro de informação e turismo de Angola (CITA) criou regulamentos e junto das câmaras municipais, dinamizou um carnaval ao seu jeito e para defesa das suas conveniências. Proibiram o uso das mascaras entre os elementos de cada grupo, passando a exigir que o desfile principal fosse na avenida da marginal, chamada então Paulo Dias de Novais, incrementaram então os corsos, corsos carnavalescos, corsos alegóricos que desfilavam nos espaços que separavam os grupos carnavalescos e incentivaram cada vez mais as festas de salão, entre outras acções.
Nesse período, depois de Luanda, só o carnaval de Lobito, na província de Benguela, se destacou, chegando a ser considerado o mais animado e mais organizado carnaval de Angola. A câmara municipal fazia desfilar, na bela restinga e desde o início do Porto do Lobito à colina da saudade.
As festas de salão foram nessa cidade as mais animadas. Artistas e conjuntos musicais foram contratados do Huambo, Lubango e Luanda, para animar ao longo de 10 anos, os bailes de carnaval de Lobito, Catumbela e Benguela.
Fontes:
1. http://www.realems.com/carnaval/index.php?menuoption=historia - acessado aos 27 de Abril de 2007 às 10h00.
2. Livro Carnaval “A Maior Festa do Povo Angolano”
Autor :Roldão Ferreira
Editora: EAL -Edições de Angola
1ºEdição-2002
No Angola pós - independência continuou-se a brincar o carnaval. Em 1978, por iniciativa do primeiro presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto dava-se início ao lema do carnaval intitulado-o de “carnaval da vitória”, devido aos resultados da conquista e consolidação da independência à 11 de Novembro de 1975, fruto de uma longa luta de libertação nacional.O carnaval da vitória foi festejado durante muitos anos e teve o seu fim na década 90, passando, a partir daí, a ter cada ano um lema diferente de acordo o momento político-social vivido.
Nos últimos anos, o carnaval angolano vem sofrendo diversas modificações e melhoramento em todos os aspectos, com a introdução de inovações, como a modernização da coreografia e o convite de músicos profissionais para elaboração e interpretação das suas músicas. Importa destacar que desde a independência e particularmente com o surgimento do conflito armado, Luanda, a capital do país, passou a ser o local onde se realiza os desfiles oficiais do carnaval de Angola, onde os grupos e blocos se apresentam na Avenida Marginal. Nos dias de folia em Angola, para além da população brincar o carnaval, nos desfiles oficiais, realizam-se várias festas de contribuição popular nos diversos bairros em todas as províncias do país.
Em 2006 o desfile central do carnaval realizado em Luanda contou com a participação dos grupos concorrentes listados na tabela a seguir:
Grupos Concorrentes
CLASSE A- 16 grupos
União do Caxinde
União 10 de Dezembro
União operário Kabocomeu
União kiela
União 54
União Mundo da ilha
União Dimba Dia Ngola
União Kazukuta do Sambizanga
União Tonessa
União Kwanza
União Jovens do Mukuaxi
União Estrela do Povo
Bloco da comunidade estrangeira
3 Blocos de animação
CLASSE B-15 grupos
União os Bondosos
União Jovens da Cacimba
União Akwa Samba
União Angola Independente
União Nova Geração do mar
União Café de Angola
2 Blocos de animação
9 grupos vencedores dos desfiles municipais
CLASSE INFANTIL -12 grupos
União Cassules do 10 de Dezembro
União Cassules da Cacimba
União Cassules do 54
Blocos escolares Municipais (9)
Blocos das Comunidades Estrangeiras
2 Blocos de animação
9 grupos vencedores dos desfiles municipais.
Fonte:
http://www.realems.com/carnaval/index.php?menuoption=grupos – acessado aos 27 de Abril de 2007 às 10h00.
Qualquer referência às Artes Plásticas em Angola, implica o recurso a momentos distintos dessa forma de expressão artística.
Dos tempos mais longínquos, podemos ainda hoje observar os testemunhos deixados por artistas anônimos nas artes pictórias parietais em fontes arqueológicas como as grutas de Citundo, Ulo, Caningiri, passando por escultores oriundos de toda a diversidade cultural do país, e que legaram às gerações mais novas, os testemunhos da memória histórico cultural de Angola, e consequentemente a sua identidade cultural, hoje elementos imprescindíveis como fonte de inspiração dos artistas angolanos.
O período que antecede a Independência, é marcado pela produção de artes com um cariz marcadamente nacionalista, ou pela produção de motivos ligados ao quotidiano dos angolanos ainda que, grande parte das vezes, produzida por artistas com outras origens culturais.
Com a Independência de Angola, surge um movimento novo, impulsionado grandemente por artistas angolanos com formação acadêmica na área das Artes Plásticas, e que assumem accões concretas na formação e descoberta de novos valores. Hoje, as Artes Plásticas em Angola atingiram um lugar de destaque em África e no Mundo, podendo com freqüência ver nomes das Artes angolanas associados a eventos artísticos de grande vulto. Algo que se realça no percurso das Artes Plásticas de Angola, é que entre o passado e o presente, sentimentos muito comuns ligam os artistas angolanos, ou seja, a ligação ao seu referencial cultural e a particularidade de exprimir os seus sentimentos de uma forma muito personalizada, enfim muito angolana.
A arte da mascara azul de Angola, como a maioria da arte Africana, as mascaras de madeira e as esculturas não são criação meramente estéticas. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça. Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas mascaras ou em esculturas. Cada grupo etno-linguístico em Angola tem seus próprios traços artísticos originais. Talvez a parte mais famosa da arte angolana é o pensador de Cokwe, uma obra-prima da harmonia e simetria da linha. O Lunda-Cokwe na parte nordeste de Angola é conhecido também por suas artes plásticas superiores. Outras partes da assinatura da arte angolana incluem a mascara fêmea Mwanaa-Pwo desgastada pelos dançarinos masculinos em seus rituais de puberdade.Destacam-se ainda as máscaras poli-cromática de Kalelwa usada durante a circuncisão, a de Cikungu e a de Cinhongo que conjure acima das imagens da mitologia de Lunda-Cokwe. Existem duas figuras chaves neste panteão, são a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tschibinda-Ilunga.
Enquanto as máscaras e as estátuas de madeira da África cresceram em popularidade no oeste, a industria do artesanato em Angola procurou atender a demanda por arte Africana. As mascaras e as bugigangas estilizadas, que são criados para captura do olho de um turista, são conhecidas geralmente com arte do aeroporto, são partes produzidas em série, ao gosto do turista médio, mas faltam todas as ligações reais com as tendências culturais mais profundas dos povos .Um dos maiores mercados de artesanato em Angola é o mercado do futungo, situado ao sul de Luanda. É o centro principal do comércio de artesanato para turistas e trabalhadores estrangeiros. O mercado está aberto somente aos domingos. A maioria dos comerciantes do artesanato são de origem bakongo, embora os artesão mesmo sejam de muitos grupos etno-linguisticos diferentes.
Fontes:
http://www.fesa.org.br/Imprensa/AngolaHoje/2004/Mai-Jun/pag25.htm
http://www.angoladigital.net/artecultura/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=3&Itemid=38http://www.embaixadadeangola.org/cultura/galerias/jpg_arts/intro.htm