A produtora Terra-Eventos definiu o mês de Abril deste ano para o lançamento do mais recente trabalho do músico Paulo Flores, intitulado “Ex-Combatentes”, uma trilogia com três discos.
“Viagem”, “Sembas” e “Ilhas” são os títulos dos três CDs, que trazem a público 27 músicas (nove em cada disco), três das quais roupagens de “clássicos” nacionais e de Cabo Verde, e os restantes inéditos, que foram produzidos em Angola, Portugal e Brasil.
“Tenho tanta coisa para dizer e para escrever, e achei interessante produzir de uma só assentada três discos como forma de celebrar condignamente os 20 anos da minha carreira artística”, realça Paulo Flores.
Para a concretização deste projecto, Paulo Flores contou com a colaraboração de artistas nacionais, entre os quais Eduardo Paim, o guitarrista Boto Trindade, a Banda Maravilha, a cabo-verdiana Mayra Andrade e músicos portugueses e brasileiros. A trilogia “Ex-Combatentes” é uma reflexão sobre o que Paulo Flores sente perante as transformações que observa todos os dias da janela da sua casa.
A criação deste novo trabalho discográfico, segundo Paulo, é baseada, essencialmente, em tudo que pensa e assiste diariamente. “Às vezes, são coisas que estão intrínsecas, dentro de nós. Criamos pensando que cá fora está a acontecer, mas muitas vezes não está”, diz.
Pormenorizando cada um dos CDs da trilogia, Paulo Flores precisa que os temas do disco “Ilhas” são “as memórias desses géneros musicais sobre as quais criei letras e melodias, que pudessem de alguma forma suportar essa memória”. “Gravei também neste disco alguns covers de músicas antigas. Tem a Bahía de Todos os Santos e Ilha de Luanda, além da Força da Kianda e de toda a nação Bantu. Tem Baden Powell com Vinícius de Morais, assim como blues para os apreciadores deste género", realça o artista.
Com 11 discos editados, o músico, cantor e compositor Paulo Flores é considerado um dos expoentes da música angolana.
Nasceu em Luanda, em 1972. Aos três anos foi para Lisboa, onde passou uma importante parte da sua vida, com os avós. Com 16 anos, ao lado de Eduardo Paim e Ruca Van-Dúnem, dois companheiros fundamentais no seu percurso, lança o álbum de estreia “Kapuete Kamundana”.
Gravado entre os estúdios da RNA e Portugal, representa o início de 20 anos de uma carreira que ostenta os valores da cultura angolana, desde a sua herança patrimonial às suas expressões mais vanguardistas, uma busca constante de novas fórmulas e sempre aberto às demais influências musicais.
Fonte:Jornaldeangola.com